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sexta-feira, dezembro 16, 2005
COMUNICAÇÃO E POLÍTICA

CIMJ

Ainda não tinha feito referência a este último nº da Revista Media e Jornalismo, do CIMJ. Aqui fica o Editorial, num número de rara oportunidade, neste tempo de eleições presidenciais.

"Este número de Media & Jornalismo é inteiramente dedicado à comunicação política. A sua publicação coincide com um período em que a sociedade portuguesa se prepara para escolher o seu mais alto representante na chefia do Estado, o Presidente da República, cuja eleição terá lugar no início de 2006, após ter sido chamada a escolher os seus representantes locais.

A comunicação política, o papel dos media e do jornalismo na cobertura da actividade política e, em especial, das campanhas eleitorais, encontram-se amplamente estudados nos Estados Unidos e na Europa, começando a sê-lo, também em Portugal. Este número proporciona uma visão sobre alguns aspectos marcantes da investigação internacional nessa matéria, apresentando alguns resultados empíricos relativos a Portugal.

A abrir este número, e num plano mais abrangente de problemáticas relacionadas com a relação entre o poder político e os media noticiosos, o texto dos investigadores norte-americanos W. Lance Bennett, Regina G. Lawrence e Steven Livingston, analisa a maneira como o Washington Post e outros grandes media nos EUA trataram a situação dos presos iraquianos detidos em Abu Ghraib, demonstrando que esses media suavizaram a acção dos militares norte-americanos, usando o enquadramento “abuso” em vez do enquadramento “tortura”, acompanhando assim a versão das autoridades oficiais. Na sequência de trabalhos anteriores sobre a guerra do Iraque, Bennett e os seus colegas mostram, uma vez mais, o peso das fontes oficiais na cobertura da actividade política nacional e internacional.

O texto do investigador holandês, Kees Brant, questiona as posições que sustentam que a comercialização e a competição no audiovisual conduzem a uma diminuição da qualidade da informação política e ao enfraquecimento da democracia. O autor procede a uma revisão da investigação sobre a cobertura política da informação televisiva num conjunto de países do norte da Europa, a que junta um projecto de pesquisa inédito sobre a cobertura das eleições nos Países Baixos, concluindo que a alegada invasão do infotainment na cobertura de eleições não possui sustentação empírica.

Em Portugal, Estrela Serrano compara os padrões jornalísticos usados pela televisão pública e pelos canais privados na cobertura da campanha de 2001, para a eleição do Presidente da República. O artigo parte da expectativa de que o canal público constitui uma alternativa aos canais comerciais, submetidos à tirania das audiências para obtenção de lucro. Contudo, a análise não revela diferenças significativas entre os três canais.

O artigo de Susana Salgado mostra como, noutros tempos, se realizava a mediação e como os governantes comunicavam com os seus governados. O objectivo é tentar compreender as actuais relações entre media e política com a ajuda do conhecimento do passado. Acompanhando a discussão de alguns autores acerca da intencionalidade das manifestações de poder, a autora defende a ideia de que a construção da imagem dos líderes políticos não acontece apenas nos nossos dias e que o recurso aos media sempre foi uma forma privilegiada de transmitir imagens e mensagens políticas.

O artigo das investigadoras brasileiras Luísa Luna e Rousiley Maia analisa a imagem mediática de Lula nas campanhas eleitorais de 1989 e de 2002, veiculada pelos tempos de antena do candidato, problematizando os recursos para a constituição e administração de sua imagem. As autoras debruçam-se, em especial, sobre as propostas apresentadas pelo PT de Lula, para “tematizar a mudança” do candidato na campanha de 2002 e justificá-la e/ou validá-la no campo de disputa de sentidos presente nos media.

A encerrar os artigos deste número da Revista surge, na rubrica Ensaio, um texto de Serge Tisseron em que o autor analisa o telejornal enquanto dispositivo em que os jornalistas procuram, subconscientemente, convencer os seus espectadores de que eles, jornalistas, controlam os ameaçadores acontecimentos que relatam. Numa perspectiva psicanalítica, Tisseron sustenta que o apresentador do telejornal se pauta pelo desejo de dominar a informação e de convencer o público do seu poder. Exemplos retirados de telejornais da televisão francesa são usados para sustentar esta tese.

Recensões sobre obras recentes relacionadas com o tema central da revista encerram este número de Media & Jornalismo.



A Direcção"
 
José Carlos Abrantes | 11:19 da manhã |


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