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quinta-feira, dezembro 14, 2006
DOCUMENTÁRIO

Fui hoje à projecção do documentário "Excursão" de Leonor Noivo (25'). O debate foi longo, dificil de moderar (apesar das tentativas da Leonor Areal na assistência estiveram vários "moderadores"). Algumas questões interessantes se levantaram. Resumo alguns aspectos


1) acho interessante que uma associação de documentário procure defender a ideia que os documentaristas procurem o acordo com as intituições e pessoas que sejam sujeitos do documentário. Isso não quer dizer que só esses tenham a liberdade de criação, mas sim que esse acordo é desejável. Mas todos devem ter a liberdade de criar segundo a sua forma e estilo pessoal.

2) os que não defendem este contrato (que pode ser tácito e verbal, não tem que ser um documento escrito) não podem passar a liberdade de criação para a facilidade de exibição. Ou seja, é natural que os lugares institucionais ponham resistências a que filmes em que esse contrato não foi cumprido. Ou seja, é compreensível que a Apordoc não queira pagar indemnizações. Um lugar como a Culturgest
também terá que ser prudente neste aspecto. Ou seja, liberdade de criar e liberdade de exibir não são do mesmo nível.

3) fazer documentários sem tal acordo é legítimo. Mas quem os faz tem que aceitar que os retratados possam reagir das formas que acharem convenientes. Uma delas é a de uma contestação legal e pedido de inndemnização.

4) os cineastas e outros criadores têm de perceber que as pessoas serão cada vez mais activas no controlo da sua própria imagem. Ou seja, a criação terá de estar cada vez mais atenta aos sujeitos que inclui, não os pode tratar com a arrogância de outros tempos. Os tempos mudaram...

Em suma: estou de acordo com o Fernando Vendrel (liberdade criação), mas também com a Catarina Alves Costa e o José Manuel Costa pela defesa do princípo do acordo, mesmo que este não seja suficiente. Um princípio não quer dizer regra única, havendo todos os tipos de criação possível. Mas não se pode exigir, à Apordoc, à Culturgest ou à RTP que se arrisquem a pagar indemnizações por obras em que os sujeitos se sentem espoliados ou roubados na sua identidade. Acho ainda que o realizador deve ser o ponto chave nesta responsabilização (como defendeu José Manuel Costa). Por último, tal como a Joana Amaral Dias, gostaria que este não fosse um precedente para novos casos nos anos futuros.
 
José Carlos Abrantes | 11:22 da tarde |


1 Comments:


At 12:11 da manhã, Anonymous Anónimo

Esta curta, pela sua qualidade nem merece que se perca tempo a falar dela. Independentemente da polemica