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sábado, outubro 04, 2003
PETIÇÃO

A direcção de Le Monde pretende despedir o seu crítico de televisão, Daniel Schneidermann, por este ter expresso livremente o seu pensamento. Schneidermann é também o autor e apresentador do melhor programa europeu de análise de televisão, Arrêt sur Images (La 5, domingos, 11h30-12h30).


Eu e o Eduardo Cintra Torres lembrámo-nos de criar um abaixo-assinado para enviar a Le Monde. Este abaixo-assinado é feito através de site próprio na web, o qual é totalmente seguro quanto ao texto e assinaturas realmente entradas.

Fazemos um convite para se juntarem a este protesto em favor da liberdade de escrever.

Clicando aqui poderão assinar a petição



Obrigado.

Um abraço,


Jose Carlos Abrantes e Eduardo Cintra Torres






A liberdade de escrever

Um despacho da AFP de 1 de Outubro dá conta que o jornalista Daniel Schneidermann foi convocado pela direcção do jornal Le Monde para uma reunião prévia ao seu despedimento. Um novo livro de Schneidermann, Le Cauchemar Médiatique, renova críticas à direcção do quotidiano pelo modo como este geriu as acusações contidas numa outra obra, La face cachée du Monde, de Pierre Péan et Philippe Cohen. Segundo o Público de 30 de Setembro, Daniel Schneiderman afirma na obra, apresentada em 2 de Outubro, que "o 'Le Monde', mais do que responder como um clã siciliano ofendido pela provocação de um clã rival (...), deveria responder como um jornal numa democracia desenvolvida do século XXI: abrindo as suas contas e os seus arquivos."

Os abaixos assinados consideram este despedimento injusto e censório, indicador de que a liberdade de pensamento não é uma batalha terminada, mesmo em França, um dos berços da democracia e saúdam o jornalista enquanto crítico em geral e enquanto crítico face ao poder dos patrões dos media.





La liberté d’écrire

Une dépêche de L’Agence France Presse (1 Octobre) signale que le journaliste Daniel Schneidermann a été convoqué pour un entretien préalable à son licencement par la direction du journal Le Monde. Dans un nouveau livre, Le Cauchemar Médiatique, Schneidermann reprend quelques unes des critiques à la direction du quotidien. Elles concernent la façon maladroite don’t le journal a géré les acusations qui avaient été formulées dans une autre oeuvre , La face cachée du Monde, de Pierre Péan et Philippe Cohen. Daniel Schneidermann afirme dans son livre, paru le 2 Octobre, que "Le Monde ne devrait pas réagir comme un clan sicilien provoqué par un autre clan rival (…..) mais qu’il devrait plutôt répondre comme un journal qui fonctionne dans une démocratie du XXI siècle: para l’ ouverture des ses finances et de ses archives" (cité par le quotidien portugais Público, du 30 Septembre).

Les signataires considérent ce licencement injuste et un acte de censure. C’est pour eux un indice que la liberté de la presse n’est pas une bataille finie, voire en France, un des berceaux de la démocratie. Ils saluent Daniel Schneidermann en tant que critique en géneral et en tant que critique face au pouvoir des patrons des médias.


Eduardo Cintra Torres
José Carlos Abrantes

 
José Carlos Abrantes | 12:43 da manhã |


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