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quinta-feira, agosto 07, 2003
IMAGENS e POLISSEMIA

Vou outra vez socorrer-me da poesia, desta feita de Antonio Gedeao, para deixar uma breve reflexao sobre as varias leituras (varios sentidos, polissemia) que as imagens (e a vida) proporcionam

Impressao Digital

Os meus olhos sao uns olhos
e é com esses olhos uns
que eu vejo no mundo escolhos
onde outros, com outros olhos,
nao veem escolhos menhuns.

Quem diz escolhos diz flores
de tudo o mesmo se diz.
Onde uns veem luto e dores,
uns outros descobrem cores
do mais formoso matiz.

Nas ruas ou nas estradas
Onde passa tanta gente,
Uns veem pedras pisadas,
Mas outros, gnomos e fadas
Num halo resplandecente.

Inutil seguir os vizinhos,
querer ser depois ou ser antes
cada um e seus caminhos
Onde Sancho ve moinhos
D. Quixote ve gigantes.

Ve moinhos? Sao moinhos.
Ve gigantes? Sao gigantes.

Antonio Gedeao, 1956
Movimento perpetuo

Na leitura das imagens, porem, quando esta se faz colectivamente e uns se escutam aos outros, muitas vezes as leituras iniciais sao abandonadas ou corrigidas pela escuta que cada um faz do outro. Percebem-se detalhes, descobrem-se itinerarios diferentes, olha-se para aspectos nao vistos ou nao interpretados.
Tambem na vida e assim, se Sancho e Panca souberem dialogar. Mas, em geral, nao sabem. Por isso o povo diz "Pior cego o que nao quer ver, pior surdo o que nao quer ouvir?".E por isso tambem Gedeao afirma:

Ve moinhos? Sao moinhos.
Ve gigantes? Sao gigantes.
 
José Carlos Abrantes | 3:37 da tarde |


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