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domingo, maio 04, 2003
IMAGENS DE GUERRA

A crónica de Mário Mesquita versa hoje, em grande parte sobre o derrube da estátua de Saddam. Pode ler-se: "A maior parte das pessoas só viu o plano de conjunto dominante na televisão: a estátua puxada a cordas por um tanque americano, numa praça que parecia cheia de pessoas em alegria. Quem teve ocasião de observar a sequência televisiva na sua integralidade (por exemplo, no programa "Arrêt sur image"), também foi confrontado com o plano geral em que a multidão em festa se transmudava numa assistência rarefeita, sendo que só alguns cidadãos iraquianos celebravam a queda de Hussein. Seguia-se o plano médio: uma boa dezena de cidadãos iraquianos que, no centro da praça, conversavam entre si, de costas voltadas para o monumento, alheados das operações de destruição da estátua do seu antigo governante. Visivelmente "a alma do mundo" no ano de 2003 - gerida pelo "imperador" George W. Bush - não desceu sobre aquelas criaturas à margem do tempo."

Julgo que têm razão os que acham que nestas cenas deveria fazer a parte da ética informativa a multiplicidade de pontos de vistas para que os espectadores ajuizassem por si próprios, em vez de estarem condicionados pela visão de um plano redutor.

IMAGENS DE FICÇÃO, IMAGENS DE ACTUALIDADE

João Lopes, na sua crónica de sábado, no DN, volta à ideia da não transparência da informação televisiva e da encenação do directo. E diz: "muitos profissionais resistem a pensar o seu trabalho como uma forma de encenação, isto é, como um sistema de opções…"

Estou de acordo embora julgue que a encenação na informação nos deva procurar relatar os factos efectivamente ocorridos (esperando quem vê que a factualidade lhe seja revelada) enquanto que a encenação na ficção nos mergulha no finjimento narrativo "puro" (contratualizado também com o espectador). Complicado pois há nuances….O exemplo anterior dá para ver que a encenação escolhida ( a que Mário Mesquita chama "plano oficioso" que foi o que passou na maior parte das televisões) não nos dá, com a mesma verdade, a factualidade da situação. Nesse sentido, o espectador, sente que algo que foi escondido ao saber da versão mais complexa (contrato enunciativo quebrado). Ou seja, as encenações podem correponder melhor ou pior aos factos ocorridos...
 
José Carlos Abrantes | 9:29 da tarde |


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