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terça-feira, março 23, 2004
FOTOGRAFIA Bayard

Em 1840, um dos inventores da fotografia, Bayard faz um auto-retrato como afogado. Conhecem-se três versões ligeiramente distintas umas das outras. Esta imagem é acompanhada de um comentário escrito onde Bayard explica a sua decepção por ter sido preterido pelo governo francês em proveito de Daguerre. Bayard mostra-se em corpo nu, com os olhos fechados, dando uma impressão de morte (Delpire e Frizot, I, 1989: 16). Bayard inicia assim o trabalho de encenação que tem alimentado a fotografia artística, mas também a fotografia de informação. José Benoliel, um fotojornalista português, encena também uma fotografia de João Chagas, da Penitenciária de Lisboa, local onde estivera preso por motivos políticos. Chagas já saíra quando Benoliel chegou. Benoliel não hesita: pede-lhe que volte para tràs, até à porta da prisão. Benoliel obtém assim a chapa da alegre "saída" da prisão de Chagas (Barreto, 1995).

Hoje, a encenação do real deixou frequentemente de exigir ao fotógrafo estes movimentos escondidos, prévios ao registo. Basta muitas vezes que este os ignore, fazendo a fotografia (ou a imagem de televisão) como expressão de um real transparente, não fabricado.
 
José Carlos Abrantes | 8:42 da tarde |


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