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terça-feira, novembro 21, 2006
NOVO FILME de Pedro Costa
"JUVENTUDE EM MARCHA(2006- Portugal / França / Suíça), o novo filme de Pedro Costa que esteve em competição no último festival de Cannes tem estreia nacional marcada para o dia 23 de Novembro, em Lisboa (cinema Nimas), Amadora (Cineteatro Recreios da Amadora), Porto (Cinemas Cidade do Porto) e Coimbra (cinemas Dolce Vita), e Setúbal (cinema Charlot).
Produzido e distribuído pela Contracosta, o filme é protagonizado por Ventura, Vanda Duarte, António Semedo, Alberto Barros entre outros habitantes do Bairro das Fontaínhas, já filmado por Pedro Costa em Ossos e No Quarto da Vanda.

Este novo filme continua e prolonga o trabalho que Pedro Costa tem realizado ao longo dos últimos anos junto da comunidade cabo-verdiana do bairro das Fontaínhas ˆ de que resultaram os filmes OSSOS e NO QUARTO DA VANDA, ambos reconhecidos e aclamados nacional e internacionalmente.
JUVENTUDE EM MARCHA é um olhar sobre as transformações radicais que as comunidades destes bairros „degradados‰ estão actualmente a sofrer e adopta o ponto de vista de Ventura, um imigrante caboverdiano, operário da construção civil, reformado, que assiste aos últimos dias da sua „cidade de barracas‰ e às profundas mudanças de comportamento e relação que o realojamento num outro bairro dito „social‰ vem estabelecer. O princípio de uma nova vida mais digna, legal e salubre mas também o fim de uma certa ideia de vivência e solidariedade inventada num quotidiano precário.

Depois da estreia portuguesa, JUVENTUDE EM MARCHA entrará no circuito comercial em França, Holanda, Bélgica, Coreia do Sul e Japão e, entretanto, tem projecções agendadas nos Festivais de Roterdão, Vancouver, Londres, Turim, Viena, Seoul, Buenos Aires entre muitos outros.

JUVENTUDE EM MARCHA foi votado pelas revistas Cahiers du Cinema (França), Film Comment (Estados Unidos), Letras de Cine (Espanha) e Film Critica (Itália) o melhor filme de Cannes 2006.


CARTA

Nha cretcheu, meu amor,

O nosso encontro vai tornar a nossa vida mais bonita
Por mais trinta anos.

Pela minha parte,
volto mais novo e cheio de força.

Eu gostava de te oferecer 100 000 cigarros,

uma dúzia de vestidos
daqueles mais modernos,

um automóvel,

uma casinha de lava
que tu tanto querias,

um ramalhete de flores
de quatro tostões.

Mas antes de todas as coisas
Bebe uma garrafa de vinho do bom,

e pensa em mim.

Aqui o trabalho nunca pára.

Agora somos mais de cem.

Anteontem, no meu aniversário
Foi altura de um longo pensamento para ti.

A carta que te levaram
chegou bem?

Não tive resposta tua.

Fico à espera.

Todos os dias, todos os minutos,

todos os dias, aprendo umas palavras
novas, bonitas,

só para nós dois.

mesmo assim à nossa medida,
como um pijama de seda fina.

Não queres?

Só te posso chegar
uma carta por mês.
Ainda sempre nada da tua mão.

Fica para a próxima.

Às vezes tenho medo de construír estas paredes
Eu com a picareta e o cimento

e tu, com o teu silêncio.

Uma vala tão funda que te
empurra para um longo esquecimento.

Até dói cá dentro ver estas coisas más
que não queria ver.

O teu cabelo tão lindo cai-me das mãos
como erva seca

Às vezes perco as forças
e julgo que vou esquecer-me."

recebido do Institut Franco Portugais
 
José Carlos Abrantes | 1:56 da tarde |


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