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quinta-feira, agosto 21, 2003
REALISMO


Uma das correntes artísticas muito interessantes, na minha perspectiva (embora haja outras, claro) para a reflexão sobre a imagem é a do realismo, iniciada no século XIX e que teve em Courbet um dos seus representantes mais conhecidos. Interesante pois sendo um modo de representação que procura ser fiel à realidade, não existe fora de um quadro ideológico que compreende o mundo de certa forma )isto será muito evidente no realismo socialista, com a representação positiva e heróica dos operários e camponeses, dos dirigentes revolucionários, dos quadros de trabalho fabris e camponeses).
Gustave Courbet, um autodidacta, pinta cenas da vida vida quotidiana e são-lhe atribuídas afirmações como "O ponto essencial do realismo é a negação do ideal" ou "não pinto anjos, porque nunca vi nenhum." Vale a pena ler hoje a peça do Público que lhe é dedicada, embora longa.


"O triunfo? Ainda não. Falta um grande golpe. Courbet tem 32 anos, parte para Doubs, faz posar toda a vila e volta ao Salão de 1850 com uma tela gigantesca (7 x 3,50 metros) que será um marco na história de arte. É o famoso"Enterro em Ornans".Um monumento à glória do realismo. O formato, panorâmico, até aí reservado aos temas "nobres", desviado a favor de uma simples cerimónia rural, a composição inspirada pelo imaginário popular, a paisagem, as cores sinistras onde o negro domina, as personagens, camponeses ou pequenos burgueses tão desagradáveis como naturais, tudo perturba neste quadro. É esse o objectivo.

O escândalo é enorme, os críticos eriçam-se, a política intromete-se. Nasceu a lenda. "M. Courbet arranjou um lugar na escola francesa qual bola de canhão que se vem alojar num muro", nota, encantado, um escritor socialista. Quanto ao agora famoso "pintor do indecente", esfrega as mãos, a sua cotação está estabelecida. Vende, enfim, não ao Estado, mas, o que é melhor, a coleccionadores. E tem uma única vontade: continuar. Em 1853, reincide com "As Banhistas", onde uma burguesa obesa exibe um traseiro tão provocante que o imperador o vergasteia ao passar. A tela é imediatamente adquirida. Courbet dá-se ao luxo de recusar altivamente os avanços do director das Belas-Artes. E escreve a um dos seus novos mecenas: "Na minha vida espero realizar um milagre único, viver da minha arte (...), sem ter jamais mentido um único instante." Para isso, serão precisos mais alguns escândalos, e ele não se fará de rogado. Em 1855, para a Exposição Universal, produz um outro "monumento", "O Atelier do Pintor",onde o artista pontifica, no centro da sociedade. E como o júri o recusou, alegando falta de espaço, Courbet inova também em matéria comercial, montando, a dois passos do edifício oficial, o seu próprio pavilhão dedicado ao realismo. Aí vende as suas telas, mas também as respectivas reproduções fotográficas e o catálogo, precedido de um manifesto.

A crítica não encontra palavras suficientemente fortes. Pouco importa, a cotação trepa ainda mais. A Bélgica, a Holanda, a Alemanha celebram-no. O duque de Morny, o conde de Choiseaul compram-lhe discretamente paisagens, cenas quotidianas e nus, cada vez mais ousados.

É um turco, o embaixador otomano em Paris que, em 1866, encomenda a tela mais provocadora de todas, "A Origem do Mundo"um sexo de mulher tão "realista", tão cru que ficará oculto até aos anos 50 - quando entra na posse do seu último coleccionador, o psicanalista Jacques Lacan."

Dois sites para ver o que é o realismo
http://www.angelfire.com/pa/genesis4/realismo.html
http://www.artesbr.hpg.ig.com.br/Educacao/11/interna_hpg10.htm

Dois sites para Courbet
http://www.ocaiw.com/catalog/index.php?lang=en&catalog=pitt&author=315&page=1
tem as imagens das pinturas de Courbet.
http://www.ibiblio.org/wm/paint/auth/courbet/

Livros

IMAGEM: ARTE
BRETTEL, R. R., Modern Art 1851-1929, Oxford, Oxford University Press, 1999

FRIDA R., CARRASSAT, P e MARCADÉ, Les mouvements dans la peinture, Paris, Bordas, 1997
KRAUSS, A.C., The story of painting: From renaissance to the present, Köln, Köneman, 1995 (há tradução portuguesa..)
READ, H., O significado da arte, Lisboa: Ulisseia, 1968 ?
SPROCCATI, S. (Dir.), Guia de História da Arte, Lisboa, Editorial Presença, 1994
GEBHARDT, V., Painting: A concise History, London, Laurence King, 1997.


NOTA: No texto do Público também se vê como Courbet soube aproveitar o "escândalo" como elemento da sua ascensão no meio da arte. Mais uma vez a profissão está ligada a uma estratégia de "mediatização".
 
José Carlos Abrantes | 5:35 da tarde |


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