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quarta-feira, outubro 15, 2003
IMAGENS, o que são

A capa e a reportagem da Time sobre Bragança, permitem-me fazer uma breve reflexão sobre o que são as imagens nos dias de hoje.

1 As imagens são frequentemente "impuras", ou seja, a sua significação não depende apenas de si próprias. Neste caso uma praça de Bragança, de noite, com o pelourinho e uma mulher em plano mais próximo, embora desfocada, só ganham sentido mais preciso pelos títulos de capa (EUROPE’S NEW RED LIGHT DISTRICT: How the global sex trade turned a small town upside down) e pelo texto inserido na revista. Não são apenas as palavras que interagem com a imagem, precisando o seu sentido, como o próprio grafismo (dimensão das letras, cor vermelha das palavras RED LIGHT, amarela para Global Sex Trade).

2 A significação das imagens é um aspectos importante do seu estudo. Mas as imagens não significam, muitas vezes, apenas por si. Precisam da linguagem, da palavra escrita ou falada, do som, para que uma significação mais precisa delas resulte. Mas não apenas isso: o contexto da sua produção e difusão podem por si dar-lhe dimensões particulares, o mesmo sucedendo com os contextos de recepção. De facto não é o mesmo "as meninas de Bragança" aparecerem na capa da Time ou num jornal de distrito. E sabemos como o contexto de recepção influencia também essa leitura deixando os bragantinos indignados e o governo reactivo. ("Ontem, a cidade acordou indignada com o "grande exagero, que vem colocar Bragança ao nível de cidades como Amesterdão, Marselha e outras", sintetizou o governador civil de Bragança, José Manuel Ruano.", lê-se no Público)

3 Existe um terceiro aspecto, a relação que estabelecemos com as imagens. Alguns poderão nem se deter muito no seu significado. A capa da Time terá sido um rendimento económico (para o fotógrafo, para a TIME). A relação que o governo português privilegiou foi a de impedir a publicação de uma outra imagem, um anúncio sobre o Euro 2004, acentuando assim esta dimensão económica das imagens. Tal como a relação técnica que existe entre a imagem e os modos da sua fabricação, ou a relação "globalizada" (de difusão massificada) gerada pela publicação numa revista lida em muitos pontos do globo.

Significação, contextos e relação são assim três dimensões distintas embora, seguramente, interligadas. Talvez que o conceito mais geral e abrangente para estudar as imagens seja mesmo o de relação. Voltaremos ao assunto....
 
José Carlos Abrantes | 3:56 da tarde |


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