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segunda-feira, agosto 25, 2003
INFORMAÇÃO EM TELEVISÃO

O texto de Fernando Ilharco, "Notícias, desliga" levanta interessantes questões sobre a informação em televisão (vale a pena também ler o "Olho Vivo", de Eduardo Cintra Torres, que se refere também, embora não exclusivamente, aos jornais televisivos).

De facto, os telejornais têm tido uma evolução em Portugal que acho deprimente nomeadamente
1 devido à sua excessiva duração (assinalada hoje por ECT pelo menos no que se refere ao jornal que chega às duas horas…)
2 pelo "empastelamento" das peças (aquilo a que ontem, Mário Mesquita, também no Público, chama "excesso de informação" por oposição a "informação seca").
3 pela quebra, pelos menos em tempo de crise, dos mais elementares cuidados no tratamento de informação que é vista por públicos muito diversificados, alguns dos quais são crianças (o caso da Casa Pia foi revelador da boçalidade dos jornalistas, em geral).

Mas há outras coisas que são lamentáveis e que deveriam ser encaradas de forma mais séria pela informação. Na Guerra do Iraque pude ver o director de informação da RTP, José Rodrigues dos Santos, entusiasmado face a imagens da tomada de um aeroporto. Nem uma palavra sobre a origem das imagens: ora estas eram imagens fabricadas em computador e, portanto, provenientes dos serviços americanos. Estou convencido que os jornalistas fariam melhor o seu trabalho explicando ou dando uma breve informação sobre a origem das imagens para que os espectadores melhor compreendessem o que lhes é mostrado. Não só a origem como também o modo como foram obtidas, fabricadas. Deveriam também multiplicar os pontos de vista para numa manifestação por exemplo se poder perceber se se trata de meia dúzia de pessoas ou de uma multidão (basta dar um plano de cima, de um edificio ou local alto…para se comprender isto…).

Mas nem tudo passa pela produção. Na casa de cada um estão também os gestos que levam à qualidade da informação. Já vi muitos jantares em família que são acompanhdos pelos telejornais. Ora os pais deveriam saber distinguir entre o tempo da refeição e da família e o tempo da televisão, separando-os com rigor….

Alguém me pode dizer porque nunca foi assumido com rigor e coerência, pelo Ministério da Educação, um programa de educação à imagem?
 
José Carlos Abrantes | 12:32 da tarde |


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