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sexta-feira, dezembro 12, 2003
ESCOLA

Ocupar-se-à a escola actual da imagem, das imagens?
Todos os professores sabem que se ocupam de imagens. Ocupam-se das imagens mentais que os alunos trazem quanto atravessam os portões das escolas, preocupam-se com as imagens mentais com que os alunos saem dos portões das escolas. E sabem que essas imagens se relacionam com conceitos, com as aprendizagens, mas também com exemplos humanos, com valores.

Ocupam-se também, por acção ou omissão, da imagem da escola que a comunidade constrói, da imagem dos professores que os parceiros da escola interiorizam. Numa obra que coordenei pude escrever na introdução: "Sabia que uma aluna de uma escola de Setúbal ganhou um prémio de excelência em Tóquio, por ter imaginado um invento para um jardim infantil?
Acredita que uma professora de uma escola de Elvas foi a Chicago apresentar um projecto sobre a Rota do Café na sua cidade, numa reputada conferência internacional sobre ambiente?

Imagina que um livro, de excelente recorte gráfico, foi feito a partir de um trabalho de uma escola de Lisboa, tendo envolvido alunos (e alguns avós!) na recolha de informação?" (Abrantes, 1994). Ora mesmo que os professores saibam da existência desta e doutras iniciativas a imagem social da escola aparece frequentemente desvalorizada. Existe aqui um primeiro terreno óbvio, urgente, para a intervenção da escola e dos professores.

Mas se as imagens mentais são um primeiro território onde se cruza o esforço diário dos professores, quer na sua interiorização individual e de grupo, quer na sua construção social, outros existem não menos urgentes. As imagens atravessam o quotidiano dos alunos, dos professores, dos cidadãos. Que imagens? As imagens dos manuais escolares, as que publicitam os produtos de que temos mais ou menos necessidade, as imagens de informação, de desporto ou ficção que as televisões fazem passar ininterruptamente, as imagens inteiramente fabricadas nos computadores que não existem em lugar algum da realidade, as imagens médicas que ditam a nossa saúde ou a nossa doença.

Como deve a escola ocupar-se da imagem, destas imagens?
São múltiplos os pontos de entrada para a ecologia da imagem ter contributos da escola. Limitemo-nos a considerar seis eixos possíveis de orientação.

Primeiro: a melhor compreensão da imagem passa pelo contexto da sua fabricação, pelo entendimento da sua génese, da sua história e das suas estórias.

Segundo: a relação da imagem com quem vê implica uma forte atenção à representação, aos modos de representar a
realidade.

Terceiro: são múltiplos os olhares que se forjam na relação de quem vê com o que é visto.

Quarto: A imagem provoca no olhar humano tranformações radicais por causa dos dispositivos técnicos que as fabricam e dos efeitos de transformação crítica que estes têm com os modos de ver.

Quinto: agir sobre as imagens é uma tarefa importante para os tempos de hoje.

Sexto: a cultura visual pode ser um dado positivo que marcou e marcará fortemente o século que estamos a ajudar a chegar a termo.

In ABRANTES, Jose Carlos, Breves contributos para uma ecologia da imagem
(texto consultavel em Biblioteca On -line de Ciencias da Comunicacao)

ver tb
ABRANTES, Jose Carlos (Org.), "A outra face da escola", Lisboa, Ministério da Educação, 1994.
 
José Carlos Abrantes | 12:17 da tarde |


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